terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Granola de frutos secos ... mais uma


Desde que descobri a granola caseira, nunca mais comprei cereais de pequeno-almoço, sejam de que espécie forem. Não que seja uma radicalista mas confesso que a quantidade de açúcar e gordura excessiva deixaram de fazer sentido para mim e podendo arranjar soluções mais saudáveis, deliciosas na mesma e por vezes, mais económicas, então essa será sempre a minha escolha. Por essa razão, faço muitas vezes granola cá em casa, sempre com a mesma base e enriquecida depois com o que tenho por casa na altura. Depois é servida ao pequeno almoço com iogurte para manter o seu crocante e por vezes com um pouco de fruta. Esta é então apenas mais uma mas que espero que vos inspire a fazer também aí em casa e a minha opção saudável para o início da semana.

Ingredientes:
- 2 chávenas de flocos de aveia integrais (usei grossos)
- 1/2 chávena de arroz tufado
- 1/2 chávena de sementes variadas (usei linhaça, abóbora, sésamo e girassol)
- 1/2 chávena de frutos secos variados
- 3 colheres (sopa) de sultanas
- 3 colheres (sopa) de mel (ou mais se gostar da granola docinha) 
- 1 e 1/2 colher (sopa) de manteiga de amêndoa Myprotein
- canela em pó qb

Derreta a manteiga com o mel no microondas, cerca de 15 segundos na temperatura máxima. Misture todos os ingredientes secos (excepto as sultanas e o arroz tufado) e leve a aquecer numa frigideira anti-aderente, a lume médio/baixo, mexendo de vez em quando. Quando começar a ouvir uns estalinhos, envolva a mistura de mel e deixe cozinhar mais um pouco até que a granola fique mais seca, mexendo de vez em quando para não queimar. Passe para um recipiente e deixe esfriar. Envolva o arroz tufado e as sultanas e guarde num frasco.

Se ficaram curiosos sobre a manteiga de amêndoa e outros produtos da marca, acedam ao site da Myprotein aqui para saberem tudo.

Manteiga de Amêndoa

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Bolo São Marcos de café


São Marcos é um bolo que muitos conhecem de ver nas vitrines das pastelarias. E embora seja muito conhecido por cá, confesso que nunca o tinha visto até o comer em Espanha (seu país de origem) o ano passado. E embora seja um bolo até bastante interessante a nível visual, o seu sabor é simples e não nos faz desejar comer em breve novamente. Por essa razão, quando vi que a edição deste mês do Sweet World era precisamente este bolo, resolvi adaptá-lo um pouco mais aos gostos cá de casa e como todos adorámos café, assim saiu este São Marcos de café para finalizar o almoço de domingo. E desta forma já achei este bolo bem mais interessante :)



Ingredientes do bolo:
- 2 ovos
- 60g de açúcar
- 70g de farinha com fermento
- 2 colheres (sopa) de leite

Bata as claras em castelo e depois de "levantarem", vá juntando aos poucos o açúcar até obter um merengue firme. Sempre a bater, junte as gemas, uma a uma, e o leite. Por fim, envolva delicadamente a farinha peneirada. Verta para uma forma (untada e polvilhada) e leve ao forno pré-aquecido a 180º. Cuidado que ele coze rápido. Retire do forno, desenforme e deixe arrefecer. Corte o bolo ao meio, de forma a obter 2 camadas.

Ingredientes para o creme:
- 200ml de natas
- 2 colheres (sopa) de açúcar
- 1 colher (sobremesa) de café instantâneo
- 4 folhas de gelatina

Comece por demolhar as folhas de gelatina em água fria durante 5 minutos, escorra-as e leve ao microondas cerca de 10 segundos para derreter.
Bata as natas com o açúcar até obter um chantilly firme, acrescente o café e bata mais um pouco. Por fim, envolva a gelatina.
Forre a forma que cozeu o bolo com película aderente, coloque uma camada de bolo no fundo, espalhe o creme e cubra com a outra parte do bolo. Leve ao frigorífico até solidificar.

Ingredientes para o doce de ovos:
- 3 gemas
- 2 a 3 colheres (sopa) de açúcar 
- 3 colheres (sopa) de água
- caramelo líquido

Misture as gemas com o açúcar e a água e leve ao lume brando, mexendo sempre até engrossar. Retire do lume e deixe arrefecer.
Quando o bolo estiver solidificado, desenforme para um prato de servir, espalhe o doce de ovos e por cima deste, um pouco de caramelo líquido. Mantenha no frio até há hora de servir.

Nota:
Se gostar de um bolo húmido, humedeça levemente a superfície do bolo com uma mistura de leite e café.

13º edição do desafio Sweet World, dos blogs Lemon & Vanilla e Basta Cheio - "São Marcos"

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Bolo de abóbora e limão ... um drizzle cake bem saboroso


Bolos ... a coisa que mais gosto de fazer na cozinha, a par das sobremesas enformadas. E por isso, não há fim-de-semana em que não faça algo para adoçar as boquinhas cá de casa. 
E desta vez apetecia-me um bolo de limão mas não queria um qualquer, teria de ser húmido mas sem o recurso a gordura, doce no ponto certo e teria de ficar com um travo a limão no final. Sendo assim, surgiu a abóbora que estava no congelador para dar a tal humidade e uma cobertura drizzle (calda) para o toque final, cobertura que andava debaixo do olho desde que a vi no blog da Ana e da Lia
Como resultado, consegui ter um bolo como queria, húmido mas fofo, doce qb e com aquele travo a limão que todos cá em casa adoram, perfeito para acompanhar um chá no lanche da tarde ou melhor, uma limonada como eu fiz ;)
Experimentem já este fim-de-semana e depois digam lá, se não é bom ...


Bolo:
- 4 ovos
- 270g de farinha
- 150g de açúcar amarelo
- 4 colheres (sopa) de leite
- 250g de puré de abóbora
- raspa de 1 limão médio

Cobertura drizzle:
- sumo de 1 limão médio
- raspa de 1/2 limão
- 70 a 100g de açúcar em pó (consoante o gosto)
- nozes picadas grosseiramente para polvilhar

Bata os ovos com o açúcar cerca de 2 minutos. Acrescente a raspa de limão, o puré de abóbora, o leite e por fim a farinha. Depois de bem incorporado, mas sem bater em demasia, verta para uma forma untada com margarina e polvilhada com farinha. Leve a cozer no forno, pré-aquecido a 180º, até que o teste do palito saia seco. 

Para a cobertura, misture o limão com o açúcar até obter uma mistura homogénea e reserve.  Quando o bolo estiver cozido, desenforme e espalhe a cobertura por cima, polvilhe com as nozes e deixe arrefecer.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Pão simples fofo


Houve uma altura em que se fazia pão todos os dias cá em casa. Ok, não era eu a amassar e sim a máquina do pão, mas a verdade é que pão de compra raramente cá entrava e isso levava-nos a experimentar diversas receitas, tanto doces como salgadas, simples ou com recheios. Depois a "padaria" parou, não sei bem o porquê, talvez preguiça e o pão passou a ser confeccionado de forma esporádica, ao fim-de-semana ou em épocas especiais. Hoje em dia estou a tentar reconquistar o gosto pelo mexer na massa e vou fazendo mais pão, especialmente aquele pão que não encontramos à venda ou que simplesmente nos apetece mas não queremos ter de sair para o comprar.
Isto para dizer que a receita de hoje é um pão daqueles bem simples e fofos, que se quer com manteiga, compota ou queijo e fiambre, mas que conquistou de tal forma a minha mãe que passados 3 dias já me estava a pedir para voltar a fazer. 
Por isso, deixo-vos aqui a receita para que, quem sabe, vos conquiste também e com o fim-de-semana à porta a experimentem para um brunch descontraído. 


Ingredientes:
- 450g de farinha
- 170ml de leite
- 100ml de água
- 10g de fermento de padeiro fresco
- 1 colher (sopa) de manteiga magra
- 1 colher (sopa) de açúcar
- 1 colher (chá) de sal

Dilua o fermento num pouco de água. Coloque todos os ingredientes na cuba, começando pelos líquidos, depois os restantes, finalizando com o sal. Programe "amassar e levedar" e no fim do tempo, retire a massa, dê uma forma ao pão, uns golpes na superfície para decorar e deixe levedar mais um pouco (cerca de 30 minutos é o tempo que deixei). Pincele com leite e leve a assar num forno pré-aquecido a 200º, até dourar e ao dar uma pancadinha na superfície do pão, ouvir um som oco. Retire do forno e deixe arrefecer sobre uma grelha. Ou se for guloso como eu, corte ainda quente e barre com manteiga.

Notas:
- também pode amassar num robot de cozinha ou à mão até obter uma massa elástica, depois transfira para uma tigela grande e deixe levedar tapada, em local quente, até duplicar de volume. De seguida, prossiga a receita como expliquei anteriormente.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Tranches de pescada estufados com couscous de limão


Embora cá em casa sejamos mais de carne, marisco e bacalhau, o peixe também vai marcando presença e volta e meia sai mais uma refeição deste alimento que tão bem faz à saúde.
Desta vez, a escolha recaiu sobre o peixe mais consumido cá em casa, a pescada, e desta vez sem peles nem espinhas, para deixar todos felizes (especialmente eu, vá lá). Um prato simples, rápido de se confeccionar e muito saboroso, espero que gostem tanto como eu.



Ingredientes:
- tranches de pescada
- pimento verde e vermelho em tiras
- cebola em meias luas
- alho em pó, colorau, sal e pimenta
- vinho branco
- 1 fio de azeite
- couscous
- sumo de limão


Comece por temperar o peixe com sal, pimenta, colorau e um pouco de sumo de limão. Leve ao lume uma frigideira com um fio de azeite e deixe aquecer bem. Junte a cebola e o pimento, deixe refogar até a cebola amolecer. Acrescente o peixe, regue com o vinho e rectifique os temperos. Deixe cozinhar, virando o peixe de vez em quando até estar cozinhado por igual. Se secar muito, acrescente um pouco de água, mas muito pouca.
Enquanto o peixe cozinha, aqueça uma medida de água no microondas até começar a ferver. Retire e junte uma medida (mal cheia) de couscous, sal fino e uma pitada de alho em pó. Tape o recipiente para não perder o calor e deixe estar assim durante cerca de 5 minutos ou até a água estar toda absorvida. Mexa com um garfo, acrescente sumo de limão (seja generoso) e rectifique os temperos, se necessário. 
Sirva os couscous com o peixe e se quiser, acompanhe com uma salada verde.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Red velvet cake ... ou um bolo veludo vermelho


Hoje é dia de S.Valentim, dia cheio de corações por todo o lado, cor vermelha, músicas românticas e flores, montes de flores. E porque também cá em casa todas as celebrações são pretexto para algo doce, hoje a sobremesa cá em casa é um bolo de cor bem romântica, num vermelho intenso. Um bolo que queria fazer há imenso tempo e que agora chegou o momento e só vos digo ... ainda bem que o fiz. É um bolo pouco doce, com um sabor ligeiro a queijo e com um aspecto bem guloso, bolo a repetir mais vezes, de certeza.



Bolo:
- 4 ovos
- 300g de farinha com fermento
- 50g de manteiga magra
- 200g de açúcar
- 1 colher (sopa) de cacau em pó
- 1 colher (chá) de aroma de baunilha
- 200ml de buttermilk (junte a 200ml de leite uma colher de sopa de vinagre e deixe repousar 5 minutos)
- 3 colheres (sopa) de corante vermelho líquido

Recheio e cobertura:
- 300g de queijo-creme
- açúcar em pó a gosto, consoante a gulosice (usei cerca de 6 colheres de sopa)
- 1 colher (sobremesa) de aroma de baunilha
- 2 dl de natas
- corante vermelho para a cobertura (opcional)


Comece por preparar o bolo.
Bata o açúcar com a manteiga até esta incorporar bem. Sempre a bater, junte as gemas, uma a uma, o aroma de baunilha, o cacau, o corante e a farinha intercalando com o buttermilk. Bata as claras em castelo e incorpore delicadamente na massa. Verta para uma forma untada e polvilhada e leve a cozer a 180º, em forno pré-aquecido. Quando estiver cozido (fazer o teste do palito), desenforme e deixe arrefecer por completo.
Entretanto prepare a cobertura. Bata as natas com 2 colheres (sopa) de açúcar até ficarem firmes. Bata o queijo com o aroma de baunilha e açúcar a gosto (usei 3 colheres de sopa). Acrescente as natas e envolva delicadamente. 


Montagem:
Corte o bolo em três discos e acerte do topo do bolo para ficar plano. Triture esse excedente da cobertura até obter umas migalhas, para depois decorar o bolo.
Coloque o primeiro disco num prato de servir, barre com um pouco do recheio, coloque por cima o segundo disco e volte a cobrir com o recheio. Coloque o terceiro disco. Ao recheio que sobrou acrescente um pouco de corante vermelho, caso queira dar um toque mais rosado ao bolo, e barre todo o bolo com o preparado, decorando a gosto. 
Eu optei por cobrir as laterais com as migalhas do bolo e com o saco de pasteleiro, fazer umas pequenas rosas no topo.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Salada russa ... a melhor que já comi


Salada russa, quem não conhece?
Pois é, acho que deve ser um dos pratos que todos já fizemos ou pelo menos comemos. Prato sempre presente na culinária portuguesa, geralmente a acompanhar uns filetes de pescada, faz parte da minha infância e vida adulta, sempre vi a minha mãe a fazer e cá em casa todos gostam bastante. No entanto, confesso que nunca fui a maior fã desta salada de batata devido à maionese. Talvez por não a apreciar, sempre achei um prato um pouco enjoativo e para mim era sempre colocada a maionese à parte para eu dosear ao meu gosto.
E, embora todos saibam fazer uma salada russa porque é um prato bem básico, descobri recentemente (obrigado irmãozinho) que a sua essência se perdeu ao chegar cá e que por terras balcãs (a sua origem), esta salada tem um sabor extremamente saboroso, onde a maionese deixa de fazer confusão ao meu palato. A junção de mais uns ingredientes tornam este prato simplesmente delicioso e se for feito no dia anterior, ainda melhor. Quente ou fria, é uma salada que vai bem em qualquer altura do ano, como acompanhamento ou prato principal.


A sugestão que vos deixo hoje, é a versão romena, mais conhecida por salatã de boeuf, onde é habitual acrescentar carne (geralmente vitela ou frango), vários vegetais, maionese e finalizada com murãturi, uma espécie de mistura de pickles romenos. É servida no Natal e nas festas de aniversário mas cá em casa, foi servida num destes almoços e todos adoraram, espero que gostem também.

E agora, para quem não sabe a origem desta salada, esta provém da Rússia (claro) e é também conhecida por "olivier salad". Foi criada por Lucien Olivier em meados de 1960, o chef de um dos mais conceituados restaurantes em Moscovo, o Hermitage, tornando-se um prato muito popular e o mais procurado por quem visitava o restaurante. Embora tenham surgido muitas tentativas de recriar a sua salada, Olivier nunca desvendou o segredo do molho (mais concretamente as quantidades) e até hoje assim continua, uma incógnita.
Quanto à receita que deixo aqui, as quantidades são um pouco ao gosto de cada um e a maionese, optei por usar de compra para agilizar o processo.


receita adaptada do livro Transylvanian Cookbook, de Florin Muresan's, pág.54
Ingredientes:
- batatas
- cenoura
- ervilhas 
- ovos
- azeitonas (eu usei umas mistas alentejanas, com bastante sabor)
- pimento assado (ou pimento cru)
- cornichons (pepinos de conserva)
- frango
- salsa fresca picada
- maionese 
- sal

Leve um tacho ao lume com água e sal e coza as batatas, a cenoura e o frango. Quando estiver a meio da cozedura, acrescente as ervilhas e o pimento (caso use fresco). Coza os ovos também (pode ser no mesmo tacho dos legumes, mas lave bem os ovos antes de os levar a cozer).
Depois de tudo cozido, pique todos os ingredientes em pequenos cubos e coloque-os numa taça grande. Junte a salsa picada, as azeitonas e os pickles picados, envolva a maionese a gosto e sirva de seguida. 

Notas:
- Este prato fica óptimo morno ou frio, é perfeito para piqueniques ou para levar para o trabalho.
- O autor da receita deixa a dica de cozinhar legumes a mais e aproveitar o caldo de cozer o frango para fazer uma sopa. Como gosto de seguir as dicas, triturei todos os ingredientes que cozi a mais com a água do caldo e depois juntei couve ripada e um pouco de frango desfiado, deixei cozinhar mais uns minutos até a couve ficar "al dente" e assim fiquei com o jantar pronto também.


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