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segunda-feira, 4 de março de 2019

Nacatole ... um doce de Carnaval italiano


Já sabem que eu adoro desafios e se forem para me dar a conhecer algo novo, então ainda melhor. Por isso quando vi no grupo de facebook "Cantinho das cozinheiras" o desafio de se fazer um doce carnavalesco de Itália, a minha reacção foi logo a de ir pesquisar sobre o assunto. Páginas e páginas depois de tanta consulta, acabei por me inclinar para os nacatoles, um doce bastante aromático, tradicional da Calábria, que é usual ver-se na mesa de Natal, Passagem de Ano, Carnaval e Páscoa, como sinal de boa sorte.  




Ingredientes (cerca de 12 unidades):
- 120 ml de leite
- 10g de fermento de padeiro fresco
- 40g de açúcar
- 15ml de óleo
- 1 ovo
- 1/2 colher (chá) de sal
- 1/2 colher (chá) de aroma de baunilha
- raspa de 1/2 limão
- 300g de farinha de trigo

Dissolva o fermento no leite, misture os restantes ingredientes e amasse até que fique uma massa homogénea. Deixe descansar a massa numa taça cerca de 1 hora tapada com película aderente. Passado esse tempo, estique com o rolo até obter uma espessura de cerca de 1 cm. Corte círculos e depois com um cortador menor corte o centro, formando assim uma espécie de donut. Deixe descansar mais um pouco (cerca de 45 minutos).
Agora pode optar por cozinhar de 2 formas. Pode fritar em óleo quente, deixar escorrer sobre papel de cozinha e depois polvilhar com açúcar granulado. Ou então levar ao forno a 180ºC até que eles dourem (cerca de 15 minutos), depois retire do forno, pincele com água e polvilhe com açúcar em pó. Cuidado para não deixarem secar demais ...

Ambas as formas de cozedura ficam boas. No entanto, embora seja a mesma massa, o sabor fica ligeiramente diferente. Cá em casa todos acabámos por gostar mais da versão frita, embora seja a menos saudável.

    

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Pithivier de porco com legumes


Hoje trago-vos uma receita que me deixou muito feliz ... uma pithivier. Sendo um clássico francês do século XVII, ganhou o nome da povoação onde nasceu.
Mas agora perguntam vocês, que coisa é essa ... piti ... quê? Bem, uma pithivier é nada mais nada menos do que um folhado, de formato redondo, composto por uma massa folhada e um recheio muito parecido com a Galette de Rois, onde a frangipane (creme de amêndoa) se tornou a rainha. No entanto, hoje em dia, já existem diversas variações e os recheios ganharam novos sabores, juntando frutas, cremes diversos e até versões salgadas com legumes, carnes, queijos ou mesmo peixe.
A versão que trago hoje é já uma dessas variações modernas e foi concebida para mais uma participação no tão interessante desafio do Sweet World. Uma versão salgada com carne e legumes que serviu para um jantar de sábado à noite, acompanhado com uma salada mista. Como apreciação geral, ficamos rendidos mais uma vez aos clássicos franceses, espero que experimentem e quem sabe, fiquem rendidos também ...


Ingredientes:
- 500g de carne de porco picada
- 1 cebola
- 4 dentes de alho
- cerca de 5 cogumelos
- grelos qb
- 30 ml de vinho branco
- 50 ml de polpa de tomate
- 1 folha de louro
- 1 fio de azeite
- sal e pimenta qb
- 1 colher (chá) de colorau 
- 1/2 colher (chá) de mistura de especiarias (usei "segredos do mundo méxico" da margão)
- 1/3 de pimento vermelho
- 45ml de leite
- 1 colher (sopa) de amido de milho
- 2 placas de massa folhada redondas
- ovo batido para pincelar

Comece por cozer os grelos (cerca de 5 minutos em água fervente. Reserve.
Entretanto, pique a cebola e os alhos. Corte o pimento em cubos pequenos, os cogumelos em lâminas e pique ligeiramente os grelos.
Num tacho, refogue a cebola, metade dos alhos e o louro num fio de azeite. Quando a cebola amolecer, junte a carne e as especiarias. Mexa sempre até que a carne ganhe cor. Junte a polpa de tomate, o vinho e o pimento. Deixe refogar até que a carne esteja cozinhada ( vá acrescentando água sempre que necessário para que não seque demasiado). Quando a carne estiver bem macia, junte o leite misturado com o amido e mexa até que este engrosse um pouco. Retire do lume e deixe arrefecer.
Para os legumes leve ao lume uma frigideira com o restante alho e um fio de azeite. Quando o alho começar a alourar junte os cogumelos e deixe cozinhar um pouco. Acrescente depois os grelos, sal e pimenta. Deixe cozinhar mais um pouco. Depois de pronto, retire do lume e deixe arrefecer.

A montagem:
Abra a primeira placa de massa folhada, espalhe o preparado dos legumes e por cima deste espalhe uniformemente o preparado de carne. Cubra com a segunda placa de massa folhada e feche as pontas. Pincele com o ovo e leve ao forno a 220ºC até começar a alourar. Nessa altura, baixe para os 200ºC e deixe acabar de cozer. Sirva de seguida, acompanhado com uma salada mista. 


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Mititei (ou mici) ... umas espetadas de carne romenas


Olá a todos, hoje trago-vos uma receita que me deixou muito curiosa desde que me deparei com ela em 2 livros cá em casa. Falo-vos de uns rolinhos de carne picada (geralmente uma mistura de vaca e porco), aromatizados com alho, ervas e especiarias. São uma espécie de espetadas de almôndegas alongadas, geralmente grelhados na brasa e acompanhados com batata frita, mostarda e muraturi (uma espécie de pickles romenos - pepinos de conserva).
De seu nome Mititei ou Miti, é um dos pratos mais populares da Roménia e um dos seus cartões de visita gastronómicos.


Receita adaptada do livro "Transylvanian cookbook", de Florin Muresan's, pág.74
Ingredientes:
- 250g de carne de porco picada
- 250g de carne de vaca picada
- 1/2 colher (sopa) de bicarbonato de sódio
- 3 dentes de alho picados
- 1 e 1/2 colher (sopa) de pimentão doce
- 1/2 colher (sopa) de sal
- 1/2 colher (sopa) de pimenta
- 1 colher (chá) de tomilho seco
- 65ml de água

Misture todos os ingredientes até que fique uma pasta. Coloque numa tigela, cubra com película aderente e guarde no frigorífico durante pelo menos 12h para ganhar sabor (o ideal é ser 24h). Uma hora antes de ir cozinhar, retire do frio, volte a misturar tudo e guarde novamente no frio (basta 1 hora). 
Na hora de moldar, passe as mãos por água (eu não precisei) e molde pequenas bolas dando-lhe depois o formato de cilindro (como se estivesse a fazer croquetes). 
Depois de todos preparados, leve-os a grelhar na brasa, por cima de uma grelha, virando-os de vez em quando para dourarem por igual (caso não seja possível, grelhe-os numa frigideira bem quente no fogão). Tenha cuidado para que a carne não passe do ponto senão ficam muito secos.
Depois de grelhadas, sirva-as ainda quentes e acompanhe com batatas fritas ou salada de batata, molho de mostarda e salada.

Para o molho de mostarda, coloque a mesma quantidade de mostarda e de água numa taça e mexa até obter um creme homogéneo.  

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Tarte de queijo ... a melhor do mundo


Se leva queijo, eu gosto ...
Isto é algo que costumo dizer quando me perguntam se gosto de algo (que se come). E se for em doces então gosto ainda mais, especialmente nas versões cheesecake. Por isso, a minha procura constante por este tipo de receitas levou-me um dia até um video que dizia ser da receita da melhor tarta de queso. Como gosto de comprovar primeiro e só depois "assinar" por baixo, um dia resolvi testar a tal receita ... Resultado: encontrei a melhor tarte de queijo que provei até hoje e já nem procuro mais. Com um delicioso sabor a queijo mas sem ser enjoativo, doce no ponto certo e uma cremosidade e leveza singular, esta tarte foi devorada em menos de 24 horas e até houve umas lágrimas no fim, uma saudade ...
Mas como não gosto de influenciar ninguém, convido-vos (se forem fãs deste tipo de doce) a experimentarem e tirarem as vossas próprias conclusões. Acredito que não se irão arrepender!!!


Ingredientes:
- 4 ovos
- 400g de queijo-creme
- 130g de açúcar
- 320ml de natas
- 15g de farinha de trigo (uso com fermento)

Pré-aqueça o forno a 200ºC. Forre uma forma redonda de 20 cm com papel vegetal.
Bata os ovos com o açúcar até obter um creme fofo e esbranquiçado. Junte o queijo e bata novamente. De seguida, junte as natas e bata mais um pouco. Por fim, acrescente a farinha peneirada e envolva bem. Verta a mistura na forma e leve ao forno a 200ºC durante 10 minutos. Passado esse tempo, baixe a temperatura para 180ºC e deixe cozer mais 50 minutos. Passado esse tempo, retire do forno e deixe arrefecer na forma. Quando estiver frio, retire da forma e desenforme. Guarde no frigorífico até à hora de servir.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Tarte de maçã da Normandia


Em época de maçãs, as tartes são uma das iguarias que têm feito parte das ementas cá de casa. E como não se podem fazer sempre as mesmas receitas (poder podemos mas não vale a pena, não é?), desta vez resolvi testar uma tarte lá das terras francesas. Simples mas muito saborosa, fiquei rendida à sua humidade e sabor, especialmente se servida fresca.



receita adaptada do livro "Le Cordon Bleu, home collection - Regional French"
Ingredientes da massa: 
- 250g de farinha sem fermento
- 120g de manteiga em cubos 
- 1 ovo batido com 1 colher (sopa) de água
- 30g de açúcar
- 1 colher (chá) mal cheia de aroma de baunilha
- 1 pitada de sal (não use se a manteiga já tiver sal)

Ingredientes do recheio:
- 3 maçãs (usei grandes)
- sumo de 1 limão
- 2 ovos + 1 gema
- 50g de açúcar
- 1 colher (chá) de canela em pó
- 200ml de natas (usei light)
- açúcar em pó para finalizar

Comece pela massa. Numa taça junte a farinha e a manteiga, amassando com os dedos até obter uma farofa. Acrescente o ovo, o açúcar, a baunilha e uma pitada de sal. Amasse rapidamente até obter uma bola de massa, embrulhe em película aderente e guarde no frigorífico durante 30 minutos.
Entretanto, pré-aqueça o forno a 180ºC e unte uma tarteira de fundo amovível com manteiga, reserve no frio.
Para o recheio, descasque as maçãs e retire o caroço. Corte cada maçã em fatias grossas e regue-as com o sumo de limão, reserve no frio. Bata os ovos e a gema com o açúcar apenas até incorporar bem, acrescente a canela e a natas e volte a misturar.
Passados os 30 minutos, estique a massa num círculo com cerca de 2 a 3 mm de espessura e forre a tarteira com ela, calcando bem para evitar bolhas de ar. Espalhe as maçãs em círculo, forrando bem o fundo da massa e cubra com a mistura de ovos e natas. Leve a assar durante 45 a 60 minutos ou até que o recheio fique firme.
Sirva de preferência morna, polvilhada com açúcar em pó e se gostar, uma bola de gelado de nata ou baunilha.  


terça-feira, 20 de novembro de 2018

Pecan pie ... uma tarte de nozes americana


Desafios é comigo e mesmo com falta de tempo, sempre que posso gosto de participar em alguns. O Sweet World é um desses desafios, um que acompanho desde a primeira edição e que raramente me coloco de parte. E como o desafio desta edição era fazer uma tarte de nozes americana, vi logo aqui o pretexto que precisava para colocar a mão na massa. Mas agora perguntam vocês, que tarte é esta?
Segundo consta, foi com a chegada dos franceses a Nova Orleães que surgiu esta tarte, a Southern Pecan Pie. A primeira referência escrita surge na revista Harper's Bazaar em 1886 mas existe quem conteste isso, dizendo que as tartes de noz há muito que se faziam no Alabama. Mas foi uma marca de xarope de milho, a Karo, que tornou esta tarte familiar famosa a nível mundial, enraizando-a ainda mais no seio das famílias americanas, ficando até aos dias de hoje famosa, a par da apple pie e da pumpkin pie (sugestões que também terei de experimentar qualquer dia). 
Quanto à receita em si, depois de muito pesquisar, reparei que todas eram altamente adoçadas e como cá em casa não gostamos de abusos, resolvi reduzir nas quantidades e posso dizer que assim ficou aprovada por todos. Também reparei que em quase todas existia um ingrediente comum, o xarope de milho. Não o tendo em casa, procurei encontrar um substituto e assim fiz com a glucose (que tinha cá em casa de umas experiências anteriores). Quanto à tarte em si, é doce no ponto certo, sem exageros,  perfeita para servir num lanche em família ou com os amigos.




Ingredientes para a massa:
- 190g de farinha de trigo
- 100g de manteiga ou margarina fria
- 3 a 4 colheres (sopa) de água fria
- 2 colheres (sopa) de vinagre
- 1 colher (café) de canela em pó (opcional, fica bom das duas maneiras)

Ingredientes do recheio:
- 3 ovos
- 1 colher (café) de canela em pó
- 200g de nozes pecan 
- 40g de manteiga derretida 
- 80g de açúcar
- 100ml de glucose de milho (ou geleia/xarope de milho)

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Forre uma tarteira com papel vegetal e reserve.
Comece por preparar a massa. Misture a farinha com a manteiga e a canela até obter uma farofa (uso o robot de cozinha para ser rápido). Acrescente a água e o vinagre e amasse bem até obter uma bola. Estique a massa numa bancada com farinha e forre a forma. Pique o fundo e guarde no frigorífico. Se sobrar massa, pode fazer alguns elementos para decorar a tarte.

Para o recheio, pique as nozes grosseiramente (reserve algumas para decorar). Misture numa taça os ovos com a canela, a manteiga, o açúcar e a glucose (não bata, apenas misture para que tudo fique bem incorporado). Vai ficar líquido.
Tire a tarteira do frigorífico, espalhe as nozes picadas pela base e verta com cuidado a mistura anterior por cima. Decore com as nozes reservadas e com a massa que sobrou, se quiser. Leve ao forno durante cerca de 50 minutos. A tarte está no ponto quando a superfície dourar, estiver firme ao toque e o centro não tremer ao toque. 
Depois de cozida, retire do forno e deixe arrefecer um pouco. Depois retire com cuidado da forma e descarte o papel vegetal. Deixe arrefecer antes de cortar para que o creme fique bem firme e não escorra.


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Sachertorte ... um bolo de chocolate austríaco


Como o fim-de-semana está a chegar, nada melhor que um doce para festejar, não acham? A receita que vos trago hoje é uma das receitas mais antigas na minha lista a testar. Sempre achei este bolo lindo mas outros foram aparecendo e este foi ficando para trás. Mas desta vez conseguiu chegar à meta e assim merecer um destaque aqui no blogue. 
Para quem não sabe, o sachertorte é um bolo de chocolate austríaco, criado por Franz Sacher em 1832 para o principe Metternich e desde então tornou-se um ícone na doçaria da capital austríaca, Viena. Embora vários reclamem a sua autoria, é o Hotel Sacher (propriedade do filho de Franz Sacher) que conseguiu o título e até hoje guarda a sete chaves o segredo do seu bolo.   
Mas, perguntam vocês, que bolo é este? É um bolo de chocolate pouco doce, recheado por uma fina camada de compota de alperce e depois coberto com um denso molho de chocolate. Costuma ser servido com chantilly para que o bolo não se torne tão seco (na opinião generalizada dos vienenses). 
Cá em casa, como não contrariamos os especialistas, também o servimos assim e realmente a conjugação fica perfeita. 
Espero que tenham desfrutado de mais esta viagem comigo pelos sabores doces do mundo ... agora toca a correr para a cozinha e experimentar este bolo que nada tem de enjoativo, espero que gostem.

  
  

Ingredientes:
- 170g de chocolate negro (com 70% de cacau, de preferência)
- 6 ovos
- 100g de manteiga
- 60g de açúcar em pó
- 1 colher (chá) de aroma de baunilha
- 125g de farinha com fermento

Para o recheio e cobertura:
- 150g de compota de alperce
- 100g de chocolate negro
- 2 a 3 colheres (sopa) de leite


Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma redonda (20cm de diâmetro) com manteiga e polvilhe com farinha.
Derreta o chocolate em banho-maria. Separe as gemas das claras e bata as claras em castelo. À parte, bata a manteiga com o açúcar até obter um creme fofo. Junte as gemas, a baunilha e o chocolate derretido, batendo mais um pouco. Por fim envolva a farinha, intercalando com as claras batidas, em movimentos suaves. Verta o preparado para a forma e leve a cozer durante cerca de 40 minutos (convém fazer o teste do palito). Quando estiver pronto, desenforme sobre uma grelha e deixe arrefecer.
Depois de frio, corte o bolo ao meio e recheie com cerca de metade da compota ligeiramente aquecida para facilitar na hora de barrar. Cubra com a outra parte do bolo e cubra depois a superfície e as laterais com a restante compota, alisando bem.
Derreta o chocolate da cobertura com o leite e mexa vigorosamente até obter um creme brilhante e homogéneo. Cubra o bolo com esta cobertura e guarde no frigorífico até há hora de servir.
Acompanhe cada fatia com uma roseta de chantilly.

  

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Flan pâtissier ou parisien


Existem doces que simplesmente tenho curiosidade em fazer. Doces de outras cozinhas, cheios de história e com sabores diferentes (ou nem tanto).
A receita que trago hoje é talvez uma das sobremesas mais antigas do mundo, presente nas mesas da nobreza medieval francesa e muito conhecida e apreciada até aos dias de hoje. Consiste num creme pasteleiro mais denso, assado no forno, que pode ter ou não uma massa a servir de caixa e tendo sempre uma superfície queimada, que lhe confere um toque muito saboroso.
Para primeira experiência, resolvi fazer sem a massa (tenho de controlar as calorias nesta altura, lol) e ficou muito saborosa, especialmente no dia seguinte, onde os sabores estavam mais concentrados. Espero que gostem desta minha sugestão e quem sabe, a experimente já no fim de semana. Garanto que é sucesso garantido e não dá trabalho nenhum.  




Ingredientes:
- 4 ovos
- 1 litro de leite
- 200ml de natas
- 130g de açúcar (podem aumentar até 170g se forem gulosos)
- 100g de maisena
- 1 colher (chá) de aroma de baunilha

Unte uma forma com manteiga e forre-a com papel vegetal (usei uma de 21cm).
Leve ao lume um tacho com o leite, a baunilha e as natas até levantar fervura.
Bater os ovos com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Acrescente a maisena e misture bem. Aos poucos, acrescente o leite, mexendo sempre. Leve novamente ao lume, sempre a mexer até engrossar. Quando estiver pronto, retire do lume e coloque uma película aderente mesmo por cima do creme, para evitar que crie uma capa grossa. Deixe arrefecer.
Pré-aqueça o forno a 180ªC.
Verta o preparado na forma e leve ao forno durante 20 minutos. Passado esse tempo, aumente a temperatura para 200ºC e deixe mais uns minutos até dourar (cerca de 15 minutos).

Nota: corte só depois de bem fria, de preferência já refrigerada. Eu cortei um pouco antes do tempo e não ficou uma fatia tão perfeita e lisinha.


sexta-feira, 27 de abril de 2018

Käsekuchen ... um bolo de queijo alemão


Vamos viajar novamente? Está bom tempo e um saltinho até à Alemanha sabe bem, não acham?
Bem, então para esta viajem resolvi trazer-vos uma receita que estava na minha lista à imenso tempo, algo que tinha imensa curiosidade em experimentar ... o käsekuchen, um cheesecake alemão composto por queijo quark e uma massa caseira, cozido no forno e servido geralmente de forma simples, apenas com um pouco de açúcar em pó para finalizar.
Segundo reza a história, o primeiro cheesecake é oriundo da Grécia antiga, muito tempo antes de Cristo. Depois, vieram os romanos que ao dominarem a Grécia, levaram consigo, entre outras coisas, o velho cheesecake, espalhando-o por todo o território do Império romano. Quanto à sua introdução na Alemanha, embora não existam muitos registos, o mais antigo remete-nos para 1598, encontrando a receita no livro de receitas da Sra. Anna Weckerin. Já no século XX, o mesmo bolo de queijo passou a ter várias variantes consoante a região. 
Mas passando à receita propriamente dita e depois de muito pesquisar, acabei por fazer uma mistura de tudo o que li, tentando manter-me fiel à lista de ingredientes base. No entanto, não reparei e acabei por fazer menos recheio do que deveria (algo que já corrigi) mas mesmo assim, adoramos o resultado final, tendo um cheesecake doce na proporção certa, com um toque de baunilha delicioso e servido fresco no dia seguinte, ainda se tornou melhor. Aliás, aconselho mesmo a que o façam com antecedência porque ele melhora de dia para dia.
Espero que gostem desta minha sugestão para o fim-de-semana e quem sabe, seja a vossa sobremesa dos próximos dias ...





Ingredientes da massa:
- 200g de farinha
- 100g de margarina
- 50g de açúcar
- 1 ovo
- 1 colher (chá) de aroma de baunilha
- raspa de 1/2 limão pequeno
- 1 colher (chá) de fermento em pó

Ingredientes do recheio:
- 750g de queijo quark
- 120g de manteiga
- 150g de açúcar (podem aumentar até 200g se forem gulosos)
- 3 ovos
- 1 pacote de pudim de baunilha instantâneo
- 250ml de leite 
- 1 colher (sopa) de sumo de limão
- 1/2 colher (sopa) de aroma de baunilha


Comece por preparar a massa. Forre o fundo de uma forma de fundo amovível com papel vegetal, unte as laterais com manteiga e polvilhe com farinha. 
Coloque todos os ingredientes numa taça e amasse até obter uma massa homogénea (tipo massa de biscoitos). Polvilhe a bancada com um pouco de farinha e estique a massa (ela vai estar um pouco quebradiça). Com cuidado, forre a forma com a massa (fundo e laterais) e leve ao frigorífico durante 30 minutos.

Entretanto, comece a preparar o recheio. Misture o leite com o sumo de limão e deixe repousar 5 minutos. Passado esse tempo, acrescente o pudim de baunilha e misture.
Amoleça a manteiga (não derreta) e junte-lhe o açúcar, bata até obter uma mistura homogénea. Acrescente o queijo, os ovos, a mistura de leite e o aroma de baunilha. Bata bem para incorporar todos os ingredientes e verta na forma. Leve a cozer no forno pré-aquecido a 180ºC, durante cerca de 1 hora (estará pronto quando ao abanar a forma, o centro estiver quase firme mas ainda a mexer ligeiramente). Depois de pronto, retire do forno e deixe arrefecer. Depois desenforme e polvilhe com açúcar em pó. Leve ao frigorífico até à hora de servir (aconselho a fazer no dia anterior).

  

sexta-feira, 16 de março de 2018

Bolo de laranja e frutas cristalizadas


Sexta-feira é, regra geral, dia de bolo ou doce aqui no blogue. Por isso, hoje trago-vos um bolo que encontrei numa revista de culinária romena. Mas agora vocês perguntam: "Onde foste desencantar tal revista?". Bem, tenho um irmão muito simpático que sempre que viaja me traz livros e revistas (vá lá, também me compra quando está cá). Estas em concreto comprou-as enquanto fazia horas no aeroporto e como têm imagens bem apetitosas, nos últimos tempos tenho andado a testar algumas receitas.
Este bolo chamou-me a atenção por ser muito parecido com o nosso bolo inglês em aspecto mas também pelo nome engraçado que tem - pão de bispo (painea episcopului). E como estamos agora numa época religiosa, com a Páscoa mesmo à porta, achei muito apropriado testar. Quanto ao bolo em si, fica com uma massa fofa, sobressaindo o aroma da laranja e a doçura das frutas cristalizadas. Como não sou grande fã de frutas cristalizadas, cortei-as bem pequenas e ficaram uma delícia no bolo. Por aqui ficou aprovado, espero que gostem também ...



Ingredientes:
- 200g de farinha (uso com fermento)
- 100g de margarina mole
- 100g de açúcar 
- 100g de frutas cristalizadas em cubos pequenos misturadas com passas
- 2 ovos
- 80ml de leite
- sumo e raspa de 1 laranja (a minha era grande)
- 1 colher (sopa) de rum
- 1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
- 1/2 colher (chá) de fermento em pó 
- açúcar em pó para decorar

Comece por colocar as frutas cristalizadas numa tigela e misture-as com o rum. Deixe macerar um pouco.
Entretanto, pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte uma forma de bolo inglês com manteiga e polvilhe com farinha. Misture a farinha com o fermento e o bicarbonato de sódio.
Bata o açúcar com a margarina até obter um creme esbranquiçado. Vá juntando os ovos, um a um, sempre a bater. Acrescente o sumo e raspa de laranja, o leite e a farinha peneirada. Envolva bem e por fim acrescente a fruta macerada com o rum. Verta a mistura para a forma e leve a assar durante cerca de 40 minutos (convém verificar com um palito).
Quando estiver cozido, desenforme e deixe arrefecer. Depois de frio, decore com açúcar em pó e delicie-se acompanhando com uma bebida quente.

esta fatia fica para vocês ... 

quinta-feira, 1 de março de 2018

Apfelstrudel ... um folhado de maçã austríaco


E hoje já é dia um de março, mês em que se inicia a primavera mas que por aqui está frio, chuva e nada agradável. Se não fossem as flores a povoar as ameixoeiras e as plantas a querer rebentar, nunca diria que estamos a entrar numa estação mais quente. Mas se está frio lá fora, aqui em casa está quente e com um cheirinho bem agradável não fosse hoje o dia de mais um desafio culinário, o "Dia Um ... Na Cozinha" cujo tema deste mês é nada mais, nada menos que um strudel doce.
Posso dizer que quando soube do tema vibrei de alegria já que nessa mesma altura tinha o meu irmão por Viena a dizer maravilhas do Apfelstrudel ( e ele comeu vários para ter a certeza que eram bons ... desculpas de guloso). Comeu frio e quente, com creme de baunilha e com natas mas foi a versão com natas que lhe suscitou mais elogios e a versão que então resolvi testar primeiramente. Não sei se foi pela lembrança do strudel que se vê no filme Inglourious Basterds do realizador Quentin Tarantino, mas era esta a versão que associávamos a esta delícia.




Para quem não sabe, o apfelstrudel é uma sobremesa tradicional austríaca, nascida em Viena e popularizada internacionalmente. A receita mais antiga conhecida é de 1696, escrita à mão e guardada até hoje como uma relíquia. A sua popularidade cresceu apartir do século 18 através do Império Habsburg e hoje em dia é a massa folhada mais conhecida da Europa Central, que consta ter sido influenciada pelas cozinhas do Império Bizantino, da Arménia e da Turquia.

Mas passando à receita, a sugestão que trago hoje foi-me cedida por uma austríaca que surripiou a receita à avó e me permitiu testar um dia destes. A receita é portanto uma daquelas receitas antigas, passada de geração em geração e o resultado agradou-me bastante, gostando no entanto mais da versão fria com natas batidas sem açúcar. 
Espero que também gostem desta visita a Viena e se deliciem com um apfelstrudel que embora possa parecer algo um pouco difícil de preparar, na realidade é bem simples já que a massa é fácil de fazer e trabalhar. Levem uma fatia e digam lá se não é uma sobremesa gulosa ...  


 

Ingredientes:
- 400g de farinha
- 150ml de água quente
- 100ml de óleo de girassol
- 1 pitada de sal
- 60g de açúcar
- 8 maçãs (as minhas pesavam cerca de 1,500kg)
- uma pitada de canela em pó 
- sultanas hidratadas num pouco de rum (opcional)
- 60g de pão ralado + 1 colher (sopa) cheia de manteiga

Comece por colocar a farinha numa tigela. Junte a água, o óleo e o sal. Bata com a batedeira até obter uma massa elástica. Forme uma bola e deixe descansar durante 30 minutos no mínimo, tapando a taça com um pano. Caso tenha robot de cozinha, coloque os ingredientes no copo e programe 25 segundos na velocidade 4. Forme depois uma bola e deixe descansar 30 minutos no mínimo.

Enquanto espera pela massa, descasque as maçãs e corte em fatias finas. Envolva-as no açúcar e na canela. Reserve.
Leve ao lume a manteiga e depois de derretida junte o pão ralado e envolva até obter uma farofa dourada. Reserve.

Montagem:
Depois da massa descansada, polvilhe um pano com farinha (eu usei a bancada da cozinha polvilhada com a farinha). Estique a massa com o rolo até que esta fique bem fina e se consiga ver através dela. Coloque o preparado de pão ralado sobre a massa, depois por cima coloque o recheio da maçã e as sultanas escorridas se gostar, dobre as laterais da massa para evitar que a maçã saia e depois comece a enrolar até terminar a massa. Transfira o strudel para um tabuleiro de forno forrado com papel vegetal, pincele com manteiga derretida e leve a assar em forno pré-aquecido a 180ºC durante 40 minutos ou até que a massa esteja crocante ao toque. Retire do forno e deixe arrefecer um pouco antes de cortar em fatias.
Sirva cada fatia polvilhada generosamente com açúcar em pó e acompanhada com natas batidas (pode adicionar açúcar na natas se for guloso).

Notas finais:
- eu dividi a massa em duas partes e assim fiz dois strudel;
- juntei as passas apenas a uma das partes e pessoalmente gostei mais da versão sem as passas; 
- a receita original levava mais pão ralado mas achamos que era demasiado (como podem ver em algumas fotos) e por isso reduzimos para a quantidade descrita nos ingredientes. 


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Bolo Kiev ... um bolo delicioso da Ucrânia


Chegamos ao fim-de-semana e é impressão minha ou esta semana passou a correr? Mas não faz mal porque assim chegou mais rapidamente o dia permitido para comer (enfardar mesmo) os doces. E desta vez o que vos trago chamamos cá em casa de bomba calórica e foi feito para a nossa passagem de ano. Foi tal o seu sucesso que desapareceu muito rápido. Estou a falar-vos de um bolo vindo da Ucrânia, mais concretamente da capital Kiev, um bolo que o meu irmão comeu numa das suas últimas viagens e só conseguiu tecer elogios positivos.
Por isso, não tardou a ter de o fazer e depois de muita pesquisa, acabamos por recorrer a um misto de receitas e trazer a nossa versão, aprovada por ele depois de provar.



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As latas onde é colocado o bolo ... imagem retirada da net 

Mas para quem não conhece, o Bolo Kiev tem a sua origem em 1956 e é um dos principais orgulhos da confeitaria da capital ucraniana, sendo comum oferecer uma caixa de metal com um bolo kiev lá dentro, algo que todos adoram.
Segundo reza a história, 2 trabalhadores da confeitaria Karl Marx (agora conhecida por Roshen) utilizaram uma grande quantidade de claras para um merengue mas esqueceram-se de o refrigerar. No dia seguinte, o seu chefe K. Petrenko encontrou o tal preparado esquecido e com uma consistência totalmente diferente, bem seca. Nessa altura, para evitar que a administração descobrisse o erro, resolveu criar um novo bolo, juntando um creme e mais uns quantos ingredientes. Tal foi o sucesso desse pequeno erro que levou este bolo a uma fama mundial.

E se de um erro surgiu este bolo, o que posso dizer é que abençoado seja ele porque nos deu a conhecer um bolo composto por camadas de suspiro (com nozes, cajús ou avelãs, sendo esta última a mais comum nos dias de hoje), creme de manteiga e cacau. Um bolo com uma textura completamente diferente mas tão viciante. Não acreditam? Embarquem nesta viagem gastronómica comigo e digam-me depois se não tenho razão.





Ingredientes para a massa:
- 200g de claras (cerca de 5 claras de ovo médio)
- 45g de farinha de trigo (usei com fermento)
- 150g de açúcar + 50g de açúcar
- 150g de avelãs

Comece por torrar as avelãs. Depois de frias, pique-as ligeiramente (convém que fiquem em pedaços pequenos e não em farinha). Reserve um pouco (cerca de 1 colher de sopa cheia).
Forre 2 formas de 21cm com papel vegetal. Pré-aqueça o forno a 150ºC.
Numa taça misture as restantes avelãs com a farinha e as 50g de açúcar.
Bata as claras em castelo firme e sempre a bater, junte aos poucos o restante açúcar até obter um merengue firme. Envolva com uma espátula o merengue nos ingredientes secos, com cuidado. Verta para as formas, alise e leve ao forno durante 2 horas (este passo é importante, não acelere o processo). Passado este tempo, retire do forno e deixe arrefecer ligeiramente. depois desenforme e deixe que arrefeça por completo à temperatura ambiente numa grelha.

Ingredientes para o creme:
- 200g de manteiga à temperatura ambiente (não é margarina)
- 150ml de leite
- 2 ovos batidos
- 90g de açúcar
- 1 colher (chá) de aroma de baunilha
- 2 colheres (sopa) de rum 
- 1 colher (sopa) de cacau em pó
- 1 colher (sopa) de nutella 

Leve ao lume o leite com os ovos e o açúcar durante 10 a 15 minutos, mexendo sempre até engrossar ligeiramente. Junte a baunilha e deixe arrefecer por completo, cubrindo a superfície com película aderente.
Bata a manteiga com a batedeira até que fique cremosa. Sempre a bater, junte o creme frio aos poucos até obter um creme fofo. Por fim, acrescente o rum e envolva bem.
Divida o creme em duas partes iguais e a uma delas junte o cacau em pó e a nutella.

Montagem:
Com uma faca alise a superfície dos bolos e depois esmague esse excedente com as mãos. Misture essas migalhas com as avelãs picadas que reservou no início.
Num prato de servir coloque o primeiro disco de massa, cubra com o creme branco, alisando bem. Coloque o segundo disco de massa e cubra todo o bolo com o creme de chocolate. Com cuidado, espalhe nas laterais a mistura de migalhas e avelãs. Decore a gosto.


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