domingo, 1 de novembro de 2015

Bôla de carnes (ou de trás-os-montes)


Quem não gosta de um pão bem recheado com carnes? Eu confesso que não gosto, ADORO e é um dos meus salgados preferidos, digo mesmo que não consigo resistir a uma boa fatia. Mas, talvez por gostar tanto, tornei-me bem exigente, principalmente na massa, e ando sempre à procura da receita perfeita (embora a perfeição seja algo muito subjectivo). 
Esta receita é baseada numa que encontrei num dos livros mais antigos cá de casa, comprado pelo meu pai quando se casou (não fosse a minha mãe ser uma azelha na cozinha - ele teve sorte), o "doze meses na cozinha". Este livro esteve esquecido durante longos anos, diz a minha mãe "por ter muitos ingredientes desconhecidos" mas ganhou agora uma nova vida comigo (e com ela), já que os ingredientes estranhos de há 30 anos atrás, são dos mais comuns nos dias de hoje :)
Embora eu tenha outras receitas de massas de bôlas, esta é a que eu mais faço quando quero colocar carnes mais fortes no recheio como presunto, salpicão, ... , por considerar uma conjugação perfeita entre os sabores. Mas passemos agora à receita, que é isso que interessa ... e aproveitem este domingo para fazer ao lanche :)

Ingredientes:
- 500g de farinha
- 15g de fermento de padeiro fresco
- 5 ovos
- 1 colher (chá) de sal (mal cheia porque as carnes já têm sal)
- 90g de margarina
- 2 colheres (sopa) de azeite
- leite qb
- carnes variadas qb (usei bacon, presunto, chourição, fiambre, mortadela e frango estufado)

Dissolver o fermento num pouco de leite. Colocar todos os ingredientes na máquina do pão (primeiro os líquidos e depois os sólidos), programa amassar e levedar (quando começar a amassar pode ser necessário colocar um pouco de leite) . No fim do tempo, esticar a massa, colocar metade das carnes no centro, dobrar uma das partes da massa, colocar novamente as carnes e dobrar a última parte da massa. Colocar num tabuleiro de ir ao forno e deixar levedar mais um pouco (de preferência até duplicar de volume). Pincelar com ovo batido e levar ao forno a 200º, durante 30 a 45 minutos. 


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Paté de sardinha simples e super rápido


Quando recebemos visitas, nos dias de festas, ou mesmo nos lanches de domingo, gosto de ter um paté de entrada, servido com umas tostinhas, para o pessoal ir petiscando enquanto mete a conversa em dia. Geralmente são sempre pensados na hora, com o que temos em casa, como foi o caso deste. Por estranho que pareça, eu detesto sardinhas, nunca foi um peixe que eu conseguisse comer mas gosto de paté, vá-se entender as esquisitices do paladar ...


Ingredientes:
- 1 lata de sardinha em molho de tomate picante
- maionese qb (cerca de 2 colheres de sopa)
- 1 colher (café) de mostarda
- oregãos qb
- alho em pó qb
- umas gotinhas de picante
- umas gotinhas de sumo de limão

Retirar as espinhas das sardinhas, esmagar com um garfo, juntar os restantes ingredientes até ficar uma pasta cremosa e homogénea. Levar ao frigorífico até refrescar um pouco e servir com tostinhas. mais simples é impossível :)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Crinkles de chocolate


Desde que vi pela primeira vez estas bolachinhas, fiquei logo com vontade de as fazer e ainda mais de as comer. No entanto, achava bem mais difícil de se fazer do que é na realidade. São umas balachinhas deliciosas, com um sabor especial a chocolate e lindas. Parecem umas mini broas e eu já me viciei nelas :)
E com o fim de semana a espreitar, nada como umas bolachinhas caseiras para saborear com a família ...


receita adaptada do blog Sweet Gula 
Ingredientes:
- 100g de margarina
- 50g de açúcar
- 120g de farinha
- 1 ovo
- 100g de chocolate de culinária
- 1/4 colher (chá) de fermento em pó
- açúcar em pó qb

Derreter o chocolate com a margarina. Bater o açúcar com o ovo até esbranquiçar, juntar o chocolate e a farinha. Envolver bem e levar ao frigorífico, envolvido em película aderente durante pelo menos 1 hora (eu costumo deixar durante a noite). Moldar bolinhas, passar pelo açúcar em pó e colocá-las num tabuleiro bem espaçadas. Levar ao forno a 180º, durante 15 minutos (elas ainda saem molinhas mas depois endurecem). 
Esta receita rende cerca de 20 bolachas pequenas.


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Um pão com chouriço quentinho


Se há coisa que eu sempre adorei foram os pães com chouriço. Nas romarias e nas festas não posso ver uma barraquinha a vender estes pães que fico logo a salivar. O último que comi foi nas festas de S.Pedro aqui perto, na Póvoa de Varzim, no verão e soube-me mesmo bem, acabadinho de cozer num forno a lenha. Desde então fiquei com vontade de repetir em casa mas nunca consegui a mesma consistência na massa e aquela humidade típica, até que descobri a massa de pão mais falada aqui pela net, a famosa artisan bread e voilá, consegui, depois de umas pequenas adaptações, uns pães com chouriço que me encheram as medidas. Servidos quentinhos, fizeram-me recuar até ao verão e aos ditos pães da festa, o que me deixou muito contente. 
Mas como esta massa saiu tão boa, já repeti a receita (apenas juntei umas sementes à massa) e cozi uns simples e outros recheados com sardinha em molho de tomate picante de conserva, a pedido da minha mãe e das suas recordações de infância. Novamente uma receita aprovada (neste caso da sardinha não por mim que detesto sardinha) mas pelos verdadeiros apreciadores deste pitéu :)


Ingredientes:
- 400g de farinha de trigo (usei a 65)
- 100g de farinha de centeio integral
- 1 colher (chá) de sal
- 2 colheres (chá) de fermento de padeiro
- 350ml de água (ou um pouco mais, conforme as farinhas)
- rodelas de chourição qb  (daquele laranjinha que larga a gordura)

Dissolver o fermento na água. Numa vasilha, misturar todos os ingredientes com a colher de pau até ficar uma mistura homogénea (isto é mesmo rápido, num minuto está feito). Tapar com um pano e deixar levedar durante duas horas, num lugar quentinho (eu costumo aquecer um pouco o forno, desligar e colocar lá dentro a vasilha). 
Passado este tempo, tem duas opções: guardar a massa no frigorífico para usar mais tarde (ela aguenta vários dias sem se estragar) ou utilizá-la na hora. 
Para isso, deve retirar pequenos pedaços de massa para uma mesa enfarinhada, esticar com as mãos, rechear generosamente com o chourição e fechar bem, achatando e dando uma forma arredondada. Deixar levedar um pouco (cerca de 30 minutos no máximo) e levar a cozer numa frigideira anti-aderente até dourar de ambos os lados (manter o lume numa temperatura média/baixa para não queimar e deixar cozer os pães). Depois é só deixar arrefecer um pouco (se conseguir aguentar) e deliciar-se como eu fiz :)

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Almôndegas de feijão branco com aromas orientais

Eu sou uma pessoa que gosta imenso da cozinha portuguesa mas que também gosta de experimentar novos sabores e estou sempre à procura de coisas um pouco diferentes. Além disso, tenho procurado fazer uma refeição "meat free" por semana para variar um pouco na alimentação, sendo as leguminosas uma das minhas escolhas preferidas nestas alturas. 
Com um desejo súbito por almôndegas surgiu-me então a ideia de fazer umas almôndegas vegetarianas. Partindo de uma receita de almôndegas de carne que tinha, foi só ajustar a receita e assim surgiram estas deliciosas bolinhas (que infelizmente se desfizeram um pouco) mas que me souberam tão bem, com um molho bem guloso.


Ingredientes para as almõndegas:
- 1 lata grande de feijão branco
- 1/2 cebola picada
- 1/2 cenoura ralada
- 1/4 de pimento vermelho em cubinhos
- salsa picada qb
- farinha de trigo qb
- 2 colheres (sopa) de pão ralado
- azeite, sal e pimenta qb
- 1 colher (café) de mostarda

Para o molho:
- 2 cebolas picadas
- 2 dentes de alho picados
- 1/2 chávena de polpa de tomate
- 1 folha de louro
- 1 colher (sobremesa) de cominhos
- 1 colher (sopa) de açafrão
- 1 colher (chá) de colorau
- 1 colher (sopa) de margarina
- 1 cubo de caldo de galinha
- 1 dl de vinho branco
- 1 casca de limão

Esmague o feijão com um garfo. Leve ao lume o azeite e refogue a cebola, a cenoura e o pimento. Junte depois a salsa, a mostarda, o pão ralado, os temperos e a farinha até obter uma pasta que consiga moldar. Deixe arrefecer e faça bolinhas, passando-as por farinha.
Misture a polpa de tomate com as especiarias até formar uma pasta.
À parte, leve um tacho ao lume com o azeite e refogue a cebola, o alho e o louro. Junte o vinho, a mistura de tomate e o caldo de galinha dissolvido num pouco de água. Deixe refogar um pouco e junte a casca de limão e as almôndegas, deixando-as refogar uns dez a quinze minutos para apurar. Sirva de seguida, acompanhado de arroz branco e salada.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Um pudim francês bem português


Nunca percebi o porquê deste pudim ser francês se leva um ingrediente tão nacional como o vinho do porto. Mas francês, português ou de outra nacionalidade, a verdade é que este é um dos meus pudins preferidos, aquele que mais se fazia cá em casa durante a minha infância. Esta receita vinha num livro de instruções da velha panela de pressão Silampos cá de casa. A panela já se foi, o livrinho também, mas a receita mantém-se religiosamente guardada num caderno, qual relíquia a ser preservada e de vez em quando surge assim como convidado especial num qualquer almoço de domingo. 



Ingredientes:
- 6 gemas + 1 clara   
- 150g de açúcar   (usei 100g)
- 1 colher (sopa) de farinha
- 250 ml de leite morno
- 1/2 cálice de vinho do porto
- caramelo liquido qb

Bater os ovos com o açúcar. Misturar a farinha com o leite e coar. Envolver ambas as misturas, juntar o vinho do porto e verter para uma forma caramelizada.
Colocar a forma (com tampa) dentro da panela de pressão, encher a panela com 2 dedos de água e fechar a tampa. Levar ao lume forte até começar a apitar e depois manter em lume médio durante 20 minutos. Desligar, deixar arrefecer e desenformar. 

Risotto de morcela e grelos



Um risotto bem português, que de italiano só tem a base, foi o almoço de um domingo asolarado, dia de outono perfeito. A ideia era para ser de alheira e grelos, uma conjugação de sabores que eu adoro, mas não tinha a dita cuja e em vez disso, veio a sua prima morena para dar sabor a este prato ( já diz o ditado que quem não tem cão caça com gato, neste caso quem não tem alheira faz com morcela:). Adorei a mistura de sabores, uma escolha perfeita (embora confesse que não gosto muito da apresentação) que nos surpreendeu bastante pela positiva. Receita a repetir mais vezes, sem dúvida. Mas passemos à receita ...

Ingredientes:
- 1 morcela
- grelos qb
- arroz para risotto ou arroz carolino
- 1/2 cebola picada
- 1 noz de margarina
- vinho branco qb
- sal e pimenta qb
- queijo flamengo qb

Coza a morcela e reserve. Na mesma água, dê uma fervura ao grelos e reserve.
Num tacho, refogue a cebola na margarina até esta amolecer, junte o arroz e mexa até ficar transparente, regue com o vinho e deixe evaporar. Vá juntando a água de cozer a morcela aos poucos, deixando sempre evaporar a que se acrescentou anteriormente. A meio da cozedura, junte a morcela às rodelas (reserve algumas para decorar*) e os grelos e mexa. Tempere com sal e pimenta e quando o arroz estiver cozido, desligue o lume, junte o queijo ralado e mexa. Sirva de imediato, decorado com as rodelas de morcela que reservou. Espero que lhes saiba tão bem como nos soube a nós :)

* Se quiser pode levar as rodelas da morcela à frigideira com um pouco de azeite até elas ficarem crocantes de ambos os lados e depois deixe escorrer sobre papel absorvente.

domingo, 25 de outubro de 2015

Arroz de potas malandrinho e as últimas maçãs do quintal


Este arroz de potas é uma receita bem simples mas não menos saborosa, bem reconfortante nestes dias mais frios. Embora as tiras de pota me fossem desconhecidas até há algum tempo atrás, agora são presença assídua no congelador, tanto por serem um alimento muito económico como por serem muito práticas e rápidas de confeccionar. Posso mesmo dizer que esta refeição demorou cerca de 30 minutos a ser feita o que me agradou bastante já que estava com uma fome .... 



Ingredientes:
- 1/2 cebola picada
- 2 dentes de alho
- 2 folhas de louro
- 4 colheres de polpa de tomate
- 1/2 pimento verde
- vinho branco qb
- tiras de pota qb
- miolo de berbigão qb
- azeite, sal e molho piri-piri
- arroz qb (usei o agulha)

Fazer um refogado com o azeite, a cebola picada, os dentes de alho picados e as folhas de louro. Quando a cebola amaciar, juntar a polpa de tomate, os pimentos cortados em cubos, o vinho, o miolo de berbigão e as tiras de pota cortadas em cubos pequenos. Deixar refogar um pouco, juntar a água ( 3 a 4 medidas do arroz) e quando a água ferver, juntar o arroz e temperar. Servir logo de seguida e deliciar-se como fizemos cá em casa :)

Ah ... e para sobremesa, nada mais simples do que umas maçãs (docinhas cá do quintal) assadas no microondas com uma pitada de canela, enquanto o arroz acabava de cozer no tacho.



sábado, 24 de outubro de 2015

Bolo de cascas de maçã

Depois de fazer a compota de maçã, deparei-me com uma quantidade de cascas e pensei: "tanta fibra e nutrientes a ir para o lixo" - isto porque sempre ouvi dizer que o melhor da maçã está na casca. Como não gosto de deitar nada fora lá me decidi e "vou fazer um bolo, desde que fique comestível, já fico contente".
Mas se era para ser saudável, há que juntar uns quantos ingredientes mais e, partindo da receita de queques de cenoura e aveia que já tinha colocado aqui no blog, saiu este bolo que, modéstia à parte, até ficou muito bom. 
Fica um bolo rico em fibra e nutrientes, húmido e levemente doce (aconselho a aumentar um pouco o açúcar caso sejam muito gulosos), receita a repetir sem dúvida sempre que tiver uma quantidade razoável de cascas. Experimentem sem medos e vão ver como é bastante saboroso e acima de tudo saudável, principalmente para o pequeno almoço :)  


Ingredientes:
- 320g de cascas de maçã*
- 60g de flocos de aveia
- 100g de farinha de trigo
- 1 colher (chá) de fermento em pó
- 1 colher (sopa) de sementes de linhaça moídas
- 5 colheres (sopa) de leite
- 2 ovos
- 140g de açúcar amarelo**
- canela em pó qb***
- mistura de açúcar e canela para polvilhar qb

Bater no liquidificador as cascas de maçã, os ovos, o açúcar, o leite e os flocos de aveia. Misturar a farinha, o fermento, a canela e a linhaça. Verter para uma forma untada e polvilhada, polvilhar com uma mistura de canela e açúcar e levar ao forno a 180º até estar cozido - eu cozi na máquina de fazer pão e ficou óptimo. Fica um bolo bastante húmido e levemente fofo, nada de massa densa. 

* esta foi a quantidade que eu tinha, se não tiver tantas pode substituir por mais um pouco de leite caso a massa esteja muito seca.

** esta quantidade torna o bolo levemente adocicado, caso goste dele com o doce típico dos bolos, acrescente mais açúcar.

*** a quantidade de canela fica ao critério de cada um e, se quiser, pode acrescentar outras especiarias a gosto - eu optei por colocar cerca de meia colher de chá de canela para sentir o sabor da maçã (que aparece de uma forma subtil).



Informações não menos importantes acerca das cascas de maçã:

1º - ajuda no emagrecimento graças á pectina que evita a absorção de gorduras;

2º - mantém os niveis de colesterol baixos;

3º - ajuda na digestão;

4º - tem poderes laxativos;

5º - controla a quantidade de açúcar no sangue através do ácido ursólico;

6º - diminui o risco de AVC;

7º - previne o cancro;

8º - forte em antioxidantes, ajuda a retardar o envelhecimento das células.

fonte: http://www.remedio-caseiro.com/cha-da-casca-de-maca-e-cheio-de-beneficios/


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Compota de maçã, canela e gengibre


Com as últimas maçãs da árvore cá do quintal (que são super docinhas e sumarentas) resolvi fazer uma compota bem caseirinha, algo que cá em casa gostámos bastante. Depois de pesquisar na net por uma receita diferente, encontrei aqui algo que me agradou, depois foi só alterar um pouco mais ao meu gosto (desculpem mas não consigo evitar) e saiu uma das melhores compotas de maçã que já comi (e foi bastante elogiada pelos comensais mais próximos). Já a estou a imaginar nuns brioches, nuns iogurtes naturais ou a cobrir um cheesecake, humm ...



Ingredientes:
- 1200g de maçãs (usei golden)
- 350g de açúcar*
- raspa e sumo de meio limão
- 2dl de água
- 1 pau de canela
- 1/2 colher (chá) de canela em pó
- 1/2 colher (chá) de gengibre em pó

Descasque as maçãs e corte em cubos pequenos. Misture-as com os restantes ingredientes e leve ao lume (brando) até estarem cozidas e macias. Triture levemente com a varinha mágica (caso goste dela mais homogénea como eu) e deixe apurar até estar no ponto desejado (quando colocar um pouco de compota num prato e passar o dedo, tem de criar uma espécie de estrada). Coloque em frascos esterilizados e vire-os ao contrário (desta vez não fiz). 

* Como as maçãs eram muito doces, diminuí bastante no açúcar e ficou no ponto doce que gostamos cá em casa. Caso as maçãs sejam mais ácidas, é melhor aumentar a quantidade de açúcar.
Depois de frio, aconselho a conservar no frio uma vez que leva pouco açúcar.

Nota importante: não deitem fora as cascas, amanhã eu explico porquê.

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